Porque me faltam as palavras?
Porque se turvam as imagens e a lucidez do meu pensamento me abandona?
Porque me fogem as ideias e me faltam as palavras certas quando me-las exiges?
Quando me sei rota e podre e nada me resta é nelas que me refugio e agora, que pela primeira vez as desejas mais que tudo, não te-las posso dar. Não as tenho. Não aqui. Não agora. Pelos menos por enquanto.
A fonte secou. Com ela secaram também as palavras, os pensamentos, a capacidade de te dizer tudo o que precisavas ouvir. Preciso dela e de tudo o que me dava: a mim e a nós. Preciso de me reencontrar e não quero tempos nem espaços. Quero aqui e agora conseguir dizer-te tudo o que a minha boca não deixa. Tudo o que o meu pensamento turvou. Preciso reencontrar as palavras certas. Precisamos disso.

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