A ideia nasce, cresce, multiplica-se, mas nunca morre.
Todas as fotografias publicadas são da minha autoria.
GHJK

26 agosto 2010

De vez em quando, simplesmente sorri.

Secou

Porque me faltam as palavras?
Porque se turvam as imagens e a lucidez do meu pensamento me abandona?
Porque me fogem as ideias e me faltam as palavras certas quando me-las exiges?
Quando me sei rota e podre e nada me resta é nelas que me refugio e agora, que pela primeira vez as desejas mais que tudo, não te-las posso dar. Não as tenho. Não aqui. Não agora. Pelos menos por enquanto.
A fonte secou. Com ela secaram também as palavras, os pensamentos, a capacidade de te dizer tudo o que precisavas ouvir. Preciso dela e de tudo o que me dava: a mim e a nós. Preciso de me reencontrar e não quero tempos nem espaços. Quero aqui e agora conseguir dizer-te tudo o que a minha boca não deixa. Tudo o que o meu pensamento turvou. Preciso reencontrar as palavras certas. Precisamos disso.

21 agosto 2010

Sai e fecha a porta.

Não digas nada. Já não importa. As palavras que dizes são feridas abertas que doem mais do que consigo suportar.

06 agosto 2010

Velhinho


É lindo e tem 18 primaveras.
Se o próximo inverno o levar não levará consigo, com certeza, a amizade e a dedicação que em nós depositou todos estes anos.
Não levará sobretudo o nosso agradecimento por um amor absoluto e incondicional a troco de quase nada.
Leva-lo-à a ele, em corpo, e deixará aqui a sua presença, na nossa memória, eternamente.
A todos os seres que, como ele, vivem hoje, diariamente, a caminho de um fim breve mas com a certeza de que farão muita falta...
Obrigada!

Agora, espera.

O que dizes agora soa a triste e a vazio. A mim, revolta-me o espírito e, às vezes, mais cansada de não te conhecer, assalta-me o tédio e enche-se-me a alma como uma bolha que cresce e cresce e cresce até tomar conta de mim.
E, ainda assim, embalada por tudo aquilo que de ti não sei, não surje o sono e os olhos teimam em ficar abertos à procura, numa esperança vã, de um dia, quem sabe, encontrar um ponto de luz nos teus. E aí, talvez, se façam vivas as palavras, se encham de significado e sejam felizes.